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O calor expõe os bebés e as crianças ao risco de desidratação rápida, uma vez que estes são mais sensíveis: a termo-regulação é menos eficaz e a quantidade relativa de água que possuem no seu peso corporal é mais importante do que nos adultos.
Por outro lado, quando as crianças precisam de satisfazer as suas necessidades hídricas, normalmente necessitam de ajuda.
Medidas gerais de prevenção
Edifício: -Verificar o bom funcionamento e manutenção dos estores, das portadas, das janelas, do sistema de climatização ou providenciar a sua instalação; -Proteger as fachadas e as janelas expostas ao sol, fechando as portadas e estores, tornando as superfícies opacas ou reflectoras da luz. Como alternativa podem ser colocadas coberturas de protecção; -Manter as janelas e persianas fechadas sempre que a temperatura exterior for superior à temperatura interior; -Estudar outras possibilidades de limitar as entradas de calor dentro das salas; -Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, mas tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação; -Privilegiar os espaços protegidos e frescos (idealmente 5ºC abaixo da temperatura ambiente); -Colocar termómetros nas salas para avaliar a temperatura ambiente. Se a temperatura for elevada e não existir sistema de climatização, utilizar ventoinhas e distribuir garrafas com gelo pela sala de forma a facilitar a descida da temperatura ambiente.
Alimentação e bebidas: -Acautelar as condições de armazenamento e conservação dos alimentos (frigoríficos, arcas congeladoras); -Assegurar o aprovisionamento de água e gelo.
Sensibilização: -Sensibilizar os profissionais que estão em contacto com as crianças para os problemas que poderão ocorrer numa situação de calor, identificando-os e definindo as medidas de prevenção a tomar; -Desenvolver medidas de sensibilização junto dos pais para os cuidados a ter com as crianças, na rua e em casa, de forma a protegê-las do excesso de calor e da radiação UV. -Medidas individuais de prevenção
Dentro do edifício:
-Se estiver calor no interior do edifício, deixar os bebés e as crianças com vestuário leve, particularmente durante o período em que estão a dormir, sem os cobrir com lençóis ou cobertores; -Dar banhos frequentes durante o dia com água a uma temperatura 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal.
Alimentação e bebidas:
-Fazer com que as crianças e bebés bebam água regularmente para além daquela que bebem no seu regime alimentar habitual, mesmo quando não haja solicitação, evitando bebidas com elevados teores de açúcar; -Vigiar a qualidade da alimentação e providenciar refeições leves e frequentes (saladas, frutas e vegetais).
Na rua:
-Evitar as saídas para o exterior durante os picos de calor, particularmente se se tratar de um lactente; -Utilizar de forma abundante e regular um protector solar com um índice elevado (superior a 30); -Utilizar oculos de sol e chapéu, sem esquecer proteger as partes de corpo expostas ao sol; -Quando houver lugar ao transporte de crianças, ter o cuidado de não as manter muito tempo dentro dos veículos.
Outras: -No caso de crianças que possuem doenças crónicas (asma, doenças renais e cardíacas crónicas, mucoviscidose e drepanocitose), aplicar as recomendações específicas aconselhadas pelo médico assistente.
Sinais de alerta e acções a desenvolver
Os primeiros sinais de um golpe de calor incluem:
-Febre; -Cor anormal da pele; -Sonolência ou agitação atípicas; -Sede intensa e/ou perda de peso; -Perturbações da consciência; -Recusa ou impossibilidade de beber.
As acções a desenvolver incluem:
-Pôr a criança numa divisão fresca; -Dar-lhe imediata e regularmente líquidos, se estiver consciente; -Fazer baixar a febre através de um banho com água 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal; -Contactar um médico;
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